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Hugo Motta diz que fim da escala 6×1 é ‘viável’ e defende debate no Congresso

O presidente da Câmara também relatou a conversa com um deputado que definiu a chamada PEC 6×1 como “a reforma da vida das pessoas”.

Publicado: 02.03.2026
Por: Redação Fonte: Eco Política
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, declarou nesta quinta-feira (26) que a proposta de redução da jornada de trabalho e o possível fim da escala 6×1 é “viável” e deve ser debatida pelo Congresso Nacional. Segundo ele, o tema já vem sendo discutido em outros países e o Brasil não pode ficar à margem dessa discussão.

“O mundo está debatendo isso, e o Brasil também precisa debater. Temos que mostrar à sociedade que estamos atentos a essa demanda, que atinge a maioria da população. Acredito que, se a proposta for bem construída e tratar o assunto com responsabilidade, é plenamente possível sua aprovação com quórum constitucional no plenário da Câmara”, afirmou.

Em um almoço realizado em São Paulo nesta semana, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, teriam sinalizado que devem orientar suas bancadas a votar contra a medida. Parte do setor empresarial argumenta que a mudança pode provocar aumento de custos e prejudicar a competitividade.

O presidente da Câmara também relatou a conversa com um deputado que definiu a chamada PEC 6×1 como “a reforma da vida das pessoas”.

“Ele me disse: ‘Hugo, a PEC 6×1 é a reforma da vida de quem está trabalhando todos os dias’. Muitas vezes, quem defende a jornada 6×1 não considera que o trabalhador acorda às 4h ou 5h da manhã para pegar ônibus e chegar ao trabalho às 7h para iniciar a escala”, relatou.

“Esse tempo de deslocamento não entra na conta. A pessoa sai do trabalho às 17h ou 18h e só chega em casa às 20h ou 21h, após enfrentar dois ou três ônibus e filas no metrô. É para essas pessoas que também precisamos legislar — e não apenas para uma pequena elite, que tem condições de viajar de avião particular até Brasília e fazer lobby nos gabinetes para defender seus interesses”, concluiu.

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