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Junior do Peixe quebra tradição e decepciona na Semana Santa: nem carnaval, nem tilápia

Após derrota nas eleições, líder da oposição abandona promessas festivas e deixa população sem o tradicional "Peixe da Semana Santa"; Galego do Peixe justifica: "Faltou dinheiro"

Publicado: 20.04.2025
Por: Redação Fonte: Eco Política
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O ex-candidato e líder político da oposição, Junior do Peixe, protagonizou mais um episódio digno de tragicomédia nesta Semana Santa. Conhecido por promover a tradicional distribuição de peixes à população carente do município, Junior quebrou uma prática que vinha sendo mantida há anos — e justamente após sua derrota nas eleições do ano passado.

A promessa de um carnaval popular já havia virado piada quando, no lugar de batuques e blocos, a cidade recebeu apenas o eco distante das marchinhas. Agora, o episódio se repete com a ausência do "Peixe da Semana Santa", uma ação simbólica e muito aguardada pela comunidade.

Em anos anteriores, era comum ver filas em frente à casa de Junior, onde tilápias e curimatãs eram distribuídas em clima de festividade. Para muitos, o gesto ia além da política: era uma tradição que misturava fé, solidariedade e presença comunitária. Porém, em 2025, nem um espinho apareceu.

A população, que ainda nutria alguma esperança, se viu jejuando mais do que manda a tradição cristã. "A gente sempre contava com o peixe, mesmo depois das eleições. Este ano, nem cheiro teve", comentou uma moradora de um dos bairros.

A explicação para a quebra da tradição veio do pai de Junior, o icônico Galego do Peixe, figura folclórica da cidade e autodeclarado "economista popular". Em poucas palavras, resumiu a situação: "Faltou dinheiro." A frase, dita com simplicidade, viralizou nas redes sociais e virou meme em grupos de WhatsApp.

Para muitos, a desculpa é sinal do enfraquecimento do grupo político que já foi presença garantida em momentos festivos da cidade. "Quando era tempo de eleição, ele dava peixe, galinha e o que tivesse. Agora, some", criticou um comerciante do centro.

Analistas locais interpretam o episódio como mais uma prova do distanciamento de Junior com sua base. "A distribuição de peixe era uma forma de manter o vínculo com o povo, mesmo fora do período eleitoral. Quebrar essa tradição é um erro estratégico e simbólico", avaliou um professor de ciência política da região.

Junior do Peixe, até o momento, não se pronunciou publicamente sobre a repercussão negativa. Enquanto isso, a população relembra com saudade os tempos em que, pelo menos na Semana Santa, havia fartura de peixe — e não só promessas vazias.

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