O anúncio do cancelamento do show de Léo Santana no Jegue Folia desencadeou uma crise pública, marcada por versões conflitantes e forte insatisfação do público. A informação só foi confirmada pela organização na tarde do sábado, a menos de 24 horas da apresentação prevista para este domingo (11), sob a justificativa genérica de “motivos alheios à sua vontade”.
No entanto, a explicação oficial foi contestada pelo produtor do artista, Andrezinho. Em declaração obtida pelo Grupo Cidadão 190, ele atribuiu o cancelamento à falta de pagamento por parte da organização do evento. “Essa nota não corresponde à verdade. Eu negociei diretamente com Flávio Júnior e nenhum valor foi repassado ao artista. Tenho toda a negociação registrada e não foi cumprida”, afirmou.
A fala do produtor contradiz frontalmente a versão divulgada pelo evento e amplia o desgaste. Até poucas horas antes do anúncio oficial, Léo Santana seguia sendo divulgado como atração principal, o que levou muitos foliões a adquirirem o abadá confiando na realização do show.
O episódio chama ainda mais atenção quando comparado a um cancelamento recente do mesmo artista na Paraíba, comunicado com cerca de uma semana de antecedência, evitando maiores prejuízos ao público.
No caso do Jegue Folia, a comunicação de última hora provocou frustração, acusações de indução à compra e ameaça de ações judiciais contra a organização. A polêmica ganha maior repercussão por envolver recursos públicos, já que o evento contou com patrocínio da Nota Potiguar, além de incentivos por meio da Lei Câmara Cascudo e da Lei Rouanet.
Até o momento, a organização do Jegue Folia não se pronunciou sobre as declarações do produtor. O impasse segue sem esclarecimentos, alimentando desconfiança e cobranças por respostas mais objetivas.
Sites e páginas da região do Alto Oeste Potiguar chegaram a destacar informações "mirabolantes" de que o artista teria cancelado todos os shows do Nordeste por "questões" familiares, o que não condiz com a verdade.
Informações do Grupo Cidadão 190
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